Devo, de antemão, ressaltar que as aulas têm sido de grande ajuda. Não falo apenas da questão da elaboração poética, da exibição de conteúdo, mas de autoconhecimento, dessa jornada de descobertas e redescobertas no campo da imagem. A cada semana e a cada criação, isso se denota com mais clareza.
Abordando a questão da técnica e a estetização na fotografia, pude observar as discrepâncias entre uma e outra imagem mais ou menos estetizada, aguçando cada vez mais o olhar sensível sobre a fotografia enquanto mecanismo de reprodução da imagem de si.
Passei, portanto, da função de mero operator para retratado em busca de uma identidade, de uma definição do eu ante o aparelho.
Mergulhando nas possibilidades permitidas numa câmera fotográfica (e as extrapolando!), encontrei na técnica da longa exposição uma chave para o meu fazer fotográfico. Encontrei a técnica que me serviria de base para a realização de imagens deste eu em busca de uma definição, de um elo com sua memória perdida, de um diálogo sereno consigo mesmo.
A seguir, as imagens produzidas:
Abordando a questão da técnica e a estetização na fotografia, pude observar as discrepâncias entre uma e outra imagem mais ou menos estetizada, aguçando cada vez mais o olhar sensível sobre a fotografia enquanto mecanismo de reprodução da imagem de si.
Passei, portanto, da função de mero operator para retratado em busca de uma identidade, de uma definição do eu ante o aparelho.
Mergulhando nas possibilidades permitidas numa câmera fotográfica (e as extrapolando!), encontrei na técnica da longa exposição uma chave para o meu fazer fotográfico. Encontrei a técnica que me serviria de base para a realização de imagens deste eu em busca de uma definição, de um elo com sua memória perdida, de um diálogo sereno consigo mesmo.
A seguir, as imagens produzidas:
É importante salientar o poder da cor laranja nesta composição.
Embora se trate de uma cor quente e que evoque uma sensação de extroversão, aqui a cor é apresentada para acentuar uma dramaticidade do jogo entre luz e sombra das figuras dispostas na imagem.
Não houve a utilização de softwares de manipulação de imagem.
A longa exposição consiste no controle da velocidade do obturador, de modo que o fotógrafo possa se articular para expôr diferentes tipos de luzes e posições numa única fotografia.
Com abertura f/5.6, ISO 125 e 30 segundos de exposição, utilizando um isqueiro, deixei a câmera posicionada num enquadramento específico e acendia o fogo enquanto decorriam os 30 segundos de exposição da câmera à luz.
A segunda imagem foi considerada uma imagem-chave da minha produção. Trata-se, no entanto, não de um diálogo direto consigo mesmo, mas de uma relação de individualidade de fases desse eu. A intenção era criar uma linearidade cromática com as camisas, indo do preto, passando pelo cinza e chegando ao branco.
Simbolizaria, portanto, uma busca pela iluminação, uma caminhada constante pelo melhoramento de si. O tom alaranjado intenso do fogo, o enquadramento e o jogo de sombras conferiram às imagens uma estetização ainda não vista nas produções de outrora.
Firmei a minha poética fotográfica trazendo o mote da filosofia socrática "Conhece-te a ti mesmo". Atrelei, ainda, a questão da espiritualidade, a qual se faz presente nas imagens etéreas, esvoaçadas, translúcidas. De certa forma, acabei encontrando na longa exposição a possibilidade de tratar de fragmentos de imagem, o ver através, a questão da reflexão como pensamento e do espelho de si, não como caráter narcísico, mas uma metáfora acerca da visualização espelhada do eu, uma análise sobre a minha conduta e moral.
Em se tratando da memória, o eixo norteador das produções fotográficas, ainda aqui encontrei dificuldades em dialogá-la com as fotos que fiz.
Não se trata de uma memória do corpo, posto que não é o corpo em si o destaque; não se trata de uma memória do rosto, da expressão, posto que não são elementos-chave. Ainda fico em conflito na definição desta memória nas minhas produções, mas devo encontrá-la ao longo deste processo.
Até mais!
Embora se trate de uma cor quente e que evoque uma sensação de extroversão, aqui a cor é apresentada para acentuar uma dramaticidade do jogo entre luz e sombra das figuras dispostas na imagem.
Não houve a utilização de softwares de manipulação de imagem.
A longa exposição consiste no controle da velocidade do obturador, de modo que o fotógrafo possa se articular para expôr diferentes tipos de luzes e posições numa única fotografia.
Com abertura f/5.6, ISO 125 e 30 segundos de exposição, utilizando um isqueiro, deixei a câmera posicionada num enquadramento específico e acendia o fogo enquanto decorriam os 30 segundos de exposição da câmera à luz.
A segunda imagem foi considerada uma imagem-chave da minha produção. Trata-se, no entanto, não de um diálogo direto consigo mesmo, mas de uma relação de individualidade de fases desse eu. A intenção era criar uma linearidade cromática com as camisas, indo do preto, passando pelo cinza e chegando ao branco.
Simbolizaria, portanto, uma busca pela iluminação, uma caminhada constante pelo melhoramento de si. O tom alaranjado intenso do fogo, o enquadramento e o jogo de sombras conferiram às imagens uma estetização ainda não vista nas produções de outrora.
Firmei a minha poética fotográfica trazendo o mote da filosofia socrática "Conhece-te a ti mesmo". Atrelei, ainda, a questão da espiritualidade, a qual se faz presente nas imagens etéreas, esvoaçadas, translúcidas. De certa forma, acabei encontrando na longa exposição a possibilidade de tratar de fragmentos de imagem, o ver através, a questão da reflexão como pensamento e do espelho de si, não como caráter narcísico, mas uma metáfora acerca da visualização espelhada do eu, uma análise sobre a minha conduta e moral.
Em se tratando da memória, o eixo norteador das produções fotográficas, ainda aqui encontrei dificuldades em dialogá-la com as fotos que fiz.
Não se trata de uma memória do corpo, posto que não é o corpo em si o destaque; não se trata de uma memória do rosto, da expressão, posto que não são elementos-chave. Ainda fico em conflito na definição desta memória nas minhas produções, mas devo encontrá-la ao longo deste processo.
Até mais!
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Três fases
fazem as pazes
com suas ideias
Descobrem um mundo
apenas em um segundo
Concentradas em si.


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