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quinta-feira, 16 de maio de 2013

Imagem e Iluminação - #03

Após uma aula sobre iluminação, cuja abordagem se deu em um estudo sobre as temperaturas de cor, foi inevitável uma clara associação com o meu próprio nome.
A medida de temperatura, no SI, é Kelvin.
Um gráfico apresentado em aula me chamou a atenção: tratava-se da graduação da cor e sua temperatura tomando por base a luz do dia. Pela manhã, a luz é mais fria; ao meio-dia, branca e forte; ao fim da tarde, alaranjada e suave.

Faz-se necessário entender o poder da temperatura de cor na composição fotográfica, posto que ela pode realçar ou contrapôr o conceito proposto pelo fotógrafo.
Tecnicamente, não obtive os resultados pretendidos. Conceitualmente, sim.
A questão da narrativa, solicitada pela professora desde o primeiro dia de aula, mais uma vez não se efetivou.

Acompanhe as imagens a seguir:





A sequência de imagens foi apresentada (junto a outras) e se quis destacá-la por trazer um conceito que as conecta.
Na primeira imagem, temos o ver através novamente. Aqui, o eu é apresentado sob a variação do vidro, que aufere um quê de imagem fragmentada, múltipla, não objetiva. A professora sugeriu esta imagem como a principal forma de trabalhar este eu na fotografia.
Vali-me de uma ampulheta, com areia azul, como símbolo de tempo. Além do eu, do tempo, quis apresentar aqui um elemento azul e ajustei o balanço de branco, de modo que a imagem indicasse frieza e serenidade. Tirei a fotografia logo que acordei, às 5h, com o intuito de incorporar à imagem também o processo de criação.

A segunda imagem diz respeito aos trilhos de trem, os quais associei a um brinquedo da infância de importante valor simbólico: um ferrorama. Cachoeira, o lugar onde vivo, tornou-se, então, o lugar projetado em forma de brinquedo na minha infância. Aqui, associei a poética da memória à minha infância. Ainda assim, não estava muito claro o que trabalhar nessa infância e se, de fato, era essa a minha intenção.
O aspecto quase monocromático foi obtido numa manhã nublada. Utilizei uma lupa para inverter e emoldurar a imagem capturada.
A intenção, no entanto, era capturar uma imagem que representasse o meio do dia, com uma luz branca e dura sobre esta mesma cena.

A terceira imagem traz, mais uma vez, a inversão. Aqui, num brinquedo no parque municipal, vali-me de uma camisa vermelha e me posicionei num brinquedo de cor equivalente. A foto foi tirada em torno das 17h, de modo que a luz do fim do dia incidisse suavemente, favorecendo a composição. As árvores, no entanto, bloqueavam grande parte da luminosidade e os raios de sol alaranjados se fizeram presentes de forma muito suave.

Assim, pretendi estabelecer um eixo entre o eu, a memória da infância e a própria infância sendo revivida ou lembrada nos dias de hoje. A gradação das cores, embora não tivesse atingido o efeito pretendido, foi uma forma de estabelecer uma relação entre a temperatura (medida em Kelvin) e o meu nome.

Até a próxima!

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Nem tudo o que passa é passado
Basta sentir o vento que passa a teu lado

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