A abordagem da aula que antecede a produção de hoje é a imagem digital.
Conceitos de pixels, reprodutibilidade da imagem e manipulação foram apresentados, tomando como referência os nomes de uma série de fotógrafos que trabalharam (e trabalham!) com a manipulação da fotografia, desde a analógica até a digital.
Como suporte teórico, debruçamo-nos sobre o livro de Vilém Flusser intitulado "Filosofia da Caixa Preta".
Em síntese, trata-se de um estudo acerca do aparelho fotográfico e como o operador pode e deve burlá-lo para obter o controle sobre a ferramenta que utiliza, não permitindo que o aparelho seja total determinante no processo de criação.
Com isso em mente, entender a técnica é fundamental. Efeitos que muitas vezes acontecem ao acaso, devem ser entendidos, de modo que o operador da câmera fotográfica possa reproduzi-los conscientemente em seu processo.
Em síntese, trata-se de um estudo acerca do aparelho fotográfico e como o operador pode e deve burlá-lo para obter o controle sobre a ferramenta que utiliza, não permitindo que o aparelho seja total determinante no processo de criação.
Com isso em mente, entender a técnica é fundamental. Efeitos que muitas vezes acontecem ao acaso, devem ser entendidos, de modo que o operador da câmera fotográfica possa reproduzi-los conscientemente em seu processo.
Quanto à produção de uma imagem com manipulações digitais, segue a imagem:
A imagem foi criada pensando no conceito de iluminação proposto em aulas passadas.
Incorporei esta questão da medida em Kelvin para elaborá-la.
Com uma luz de uma vela e ajuste no balanço de branco de modo a ressaltar o tom alaranjado, configurei a câmera portátil para manter o obturador aberto durante 1 segundo.
Com as luzes apagadas, utilizando uma camisa laranja e iluminado pela vela, obtive o eu que se encontra de cabeça pra baixo. Utilizando um programa de edição de imagens, inverti minha posição e sobrepus a figura com o eu em azul, reforçando a ideia de escala de temperatura.
Ao fundo, preto, desenhei linhas brancas e apliquei um efeito de desfoque radial, o que conferiu um aspecto cíclico entre o eu alaranjado e o azulado.
Pretendeu-se, pois, estabelecer uma conexão do eu consigo mesmo, tomando a inversão neste processo para conectar os "eus".
Quanto à questão da memória, estabeleço aqui uma relação com os monólogos dialogados por mim produzidos. Neste caso, a infância não se fez presente. Confesso que obtive uma grande dificuldade de firmar esta questão da memória em minhas fotografias.
Quanto a minha poética, entendi que se tratava de uma poética da autorreflexão, do diálogo comigo mesmo. E a partir daqui as imagens começam a enveredar por um caminho mais definido!
Grato pela leitura e até a próxima!
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Ver é desafiar
Ver é afiar
Ver é afiar
a mente
a alma
o olhar
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