Confesso que a produção de fotografias desde a primeira aula se tornou um desafio incrível pra mim.
Neste momento do fazer fotográfico, as noções de enquadramento e conhecimentos técnicos acerca da câmera fotográfica serviriam como suporte para a criação artística centrada em uma poética.
Eis o grande desafio: conceber a minha própria poética enquanto artista-fotógrafo.
Após a leitura do livro "A Câmara Clara", de Roland Barthes, houve uma discussão acerca do sensível na fotografia; os conceitos de imagem, composição e conceito fotográfico foram abordados e a fotografia a seguir é o marco inicial neste processo de construção da minha poética:
Após a leitura do livro "A Câmara Clara", de Roland Barthes, houve uma discussão acerca do sensível na fotografia; os conceitos de imagem, composição e conceito fotográfico foram abordados e a fotografia a seguir é o marco inicial neste processo de construção da minha poética:
Em uma manhã no Centro de Artes, Humanidades e Letras - UFRB, estive preocupado com uma série de atividades acadêmicas que deveria realizar. Ao me sentar em uma cadeira no corredor, percebi que logo à frente havia um "espelho", um vidro que refletia a minha imagem, mantendo ainda seu aspecto translúcido. Posicionando a câmera de forma discreta, mantive meu corpo posicionado no canto inferior direito da imagem, de modo que as linhas retas da composição automaticamente emoldurassem o meu rosto.
Decidi não olhar diretamente para frente, posto que pretendia "transparecer" meu ar de preocupado, pensativo, refletindo sobre a vida, bem como no vidro.
Surge então esta ambiguidade do reflexo. A imagem não se apresentou invertida como antes, mas refletida!
O grande diferencial desta imagem é o ver através. Aqui, a imagem só é vista através do reflexo do vidro, o qual, translúcido, permite ver o que está além da imagem refletida: texturas.
Portanto, dentre as fotos apresentadas em sala como experimentos, esta foi a que melhor expressou e sintetizou as ideias propostas, muito embora eu não tenha conseguido trabalhar com a inversão do ângulo, tal qual acreditava que iria trabalhar.
Quanto à poética da memória, estive preso ao conceito de memória como algo preso ao passado.
Por falta de imagens da minha infância, não consegui associar tal produção a algo específico.
Tal forma de visualizar a memória se modificará com o tempo, nas produções vindouras.
Por enquanto, é isto.
Acompanhemos, pois, o processo de elaboração poética!
Decidi não olhar diretamente para frente, posto que pretendia "transparecer" meu ar de preocupado, pensativo, refletindo sobre a vida, bem como no vidro.
Surge então esta ambiguidade do reflexo. A imagem não se apresentou invertida como antes, mas refletida!
O grande diferencial desta imagem é o ver através. Aqui, a imagem só é vista através do reflexo do vidro, o qual, translúcido, permite ver o que está além da imagem refletida: texturas.
Portanto, dentre as fotos apresentadas em sala como experimentos, esta foi a que melhor expressou e sintetizou as ideias propostas, muito embora eu não tenha conseguido trabalhar com a inversão do ângulo, tal qual acreditava que iria trabalhar.
Quanto à poética da memória, estive preso ao conceito de memória como algo preso ao passado.
Por falta de imagens da minha infância, não consegui associar tal produção a algo específico.
Tal forma de visualizar a memória se modificará com o tempo, nas produções vindouras.
Por enquanto, é isto.
Acompanhemos, pois, o processo de elaboração poética!
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Translúcido, ali me via
Imagem do eu
Imagem do eu
desfazendo-se ia
Em pensamento
Pus-me em algum instante
a admirar a cor do vento
Lúcido, já não me via
Imagem do eu
onde estaria?
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