Orientada pela professora Valécia, a turma deveria apresentar um seminário sobre a poética de um fotógrafo brasileiro que, preferencialmente, tivesse alguma relação com o trabalho realizado por cada um.
Até o momento da pesquisa, acreditava-se que seria um caminho fácil. E não foi.Encontra-se muito a respeito de fotojornalistas e, portanto, muitas fotografias documentais. Não há, ainda, um mapeamento a respeito da produção fotográfica como arte, muito embora esta tenha se despontado como uma vertente com um grande potencial de desenvolvimento.
Assim sendo, lancei-me rumo ao desconhecido mais uma vez.
Devo admitir que tive muitas dificuldades nesta tarefa. Alguns artistas elencados como possíveis objetos de pesquisa logo foram descartados por não se apresentarem com a proposta similar a do meu trabalho.
Trabalhar com fotografia é trabalhar com a luz. E, com o perdão do trocadilho, uma luz surgiu pra mim: em um Seminário de Ressignificação de Imagens, realizado por um dos meus professores e apresentado por 04 dos meus colegas, tive contato rápido acerca da produção de Ana Paula Pessoa, citada por Deisianne Barbosa, minha colega. Soube que ela trabalhava com autorreflexão, imagens de si não erotizadas, manipulação digital e isso me chamou a atenção.
Para o trabalho, realizei o que intitulei "Fases e Faces de Si", o que descreve as várias fases desse eu e suas distintas faces e suas variações atemporais:
Uso o light painting, máscaras de cor e a longa exposição para criar a variação da cabeça.
O curioso é que já tinha realizado este tríptico vertical quando me deparei com os trabalhos de Ana Paula Pessoa. Encontrei, por acaso, um de seus trabalhos intitulado "Auto-retrato".
O diálogo foi direto: light painting e imagem de si.
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Para finalizar, ressalto a importância do referencial teórico indicado.
"O Fotográfico", de Rosalind Krauss, e "O Ato Fotográfico", de Phillipe Dubois, serviram também como suporte durante o processo de criação e a compreensão de seus conceitos ajudaram a fundamentar alguns dos argumentos tanto no seminário quanto em trabalhos extra classe.
Por ora, me despeço.
O trabalho final do semestre será disponibilizado em breve.
Até mais!
"O Fotográfico", de Rosalind Krauss, e "O Ato Fotográfico", de Phillipe Dubois, serviram também como suporte durante o processo de criação e a compreensão de seus conceitos ajudaram a fundamentar alguns dos argumentos tanto no seminário quanto em trabalhos extra classe.
Por ora, me despeço.
O trabalho final do semestre será disponibilizado em breve.
Até mais!
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"Em algum lugar da memória, encontrou uma máxima filosófica que lhe servia como eixo norteador da conduta: 'Conhece-te a ti mesmo'. E se conheceu. Dia após dia, estabelecendo monólogos dialogados, seguiu rumo ao melhoramento de seus pensamentos e ações. Difícil foi, no entanto, conhecer (e reconhecer) sua pluralidade sngular, suas transições no tempo, sua unicidade plural em diferentes instâncias da vida..."

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